sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Notícias mal escritas.

Seguindo a linha do último post, achei essa pérola hoje:

http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/10/03/e031019657.html

"Britney Spears é proibida de fazer sexo pelo pai" e, claro, logo imaginei Britney atacando rapazes inocentes de Los Angeles em nome de seu querido papai, porque o que me parece é que a singela moça fazia sexo pelo pai dela, como se esse, pedisse, implorasse, mandasse, ou algo do tipo.
Gostei.

sábado, 27 de setembro de 2008

Sonia Abraão, a rainha da televisão brasileira.

Sexta-feira, 14:30. Meu telefone toca e eu ouço um "conselho": - Cara, coloca na rede TV, pelamordedeus.
Eu, um bom amigo que sou, coloquei, alheio a todos os meus pensamentos que durante a semana, a tarde, é o programa da Sonia Abraão, que nunca, trata de algo relevante. Enfim, coloquei, convencido pela minha curiosidade. E me deparei com o título: EXCLUSIVO! O TELEFONEMA DA MULHER QUE MATOU O MARIDO PARA A POLÍCIA!
Assim, com todas as letras maiúsculas, sem vírgula, a exclusividade do ano! Em ano de eleições brasileiras e americanas, em ano de crise financeira mundial, em ano de operações e operações da Polícia Federal, nossa querida Sônia Abraão fez questão de brindar-nos com essa pérola do jornalismo brasileiro.
Agora me diz, não parece que a infeliz mulher deu uma 'telefonada' na cabeça do marido, a mando da polícia?
É, eu acho que preciso de um emprego.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

desempregado, de novo.

Bom, resumidamente, pois estou sem pique.
Estou desempregado novamente, cansado de fazer aquilo que não gosto e não acredito. E com meu desemprego vêm as tardes na frente da televisão e claro, pra começar uma nova série de matérias inúteis na televisão brasileira, ela, a mestra Sonia Abraão. Só vi o pequeno texto anunciando, "Ex-mulher do cantor de 'Ah! Eu tô maluco' faz revelação bombástica". E isso foi o suficiente, pra eu desligar a tevê e ler um livro.

Alguém me ajude!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Brasil, mostra a tua cara

Começando a série "Brasil, mostra a tua cara", ouvi uma notícia curiosa sobre a Petrobras hoje.
A Petrobras, além de uma bandeira de postos de gasolina é a responsável pela exploração, extração e comercialização do petróleo gerado no Brasil, e isso gera um movimento financeiro absurdo, absurdo mesmo. Coisa de quase R$ 1.000.000.000.000,00 (um TRILHÃO de reais), segundo minhas contas, talvez, até pra mais.


E a exploração do petróleo funciona assim: a Petrobras faz um estudo, acha alguma evidência do mineral em algum lugar e começa a procurar. Quando acha, vê qual a qualidade, em qual camada subterrânea está e começa a exploração. Depois do petróleo extraído, ele é enviado até as refinarias e lá, ou ele é vendido para refinarias nacionais (os postos de gasolina), ou, ele é exportado para outros países. Este processo, feito desde 1953, levou a Petrobras a ser uma das marcas mais valiosas do mundo, a ser a 7ª maior empresa de petróleo do mundo com capital aberto e petroleira mais sustentável do mundo, com uma pontuação absurda perto da segunda colocada.
A empresa, quando acha petróleo em algum local, precisa pagar royalties para a responsável pela região onde será localizada a extração. Se este local já for bem longe da praia, paga ao estado, caso mais perto da praia, paga para a cidade. Rio Grande do Norte, Bahia, Amazonas, Espírito Santo e se não me engano Pernambuco recebem royalties da Petrobras. As cidades, são Campos, Macaé e outras seis cidades cariocas. São Paulo recebe, pela exploração de gás natural que acontece em alguns pontos, mas não sei ao certo se esse royalty é pago ao estado, ou a prefeituras.
O que acontece é que em muitas vezes (principalmente no caso dos municípios), esse valor some, vai para obras superfaturadas, funcionários fantasmas e outras coisas do tipo, já bem conhecidas do brasileiro.
Então, na notícia que ouvi, cogita-se na criação de uma nova estatal, sugestão iniciada pelo ministro de Minas e Energia Edison Lobão (que inclusive logo ao entrar no governo, já teve escândalo associado ao vosso nome). Pensei cá com meus botões, poxa, ao invés de depositarem os royalties em uma conta neutra, uma ONG, ou repassar o valor direto a união, não. Os caras acham mais fácil criar uma estatal nova e empurraar mais um monte de cargo comissionado goela abaixo do povo, ao invés de limpar a sujeira inexistente. Aí li a notícia certinha, e cheguei nesse parágrafo:

"Como Lobão não tem controle sobre a Petrobras -área de influência do PT e especialmente do grupo da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) -, decidiu abraçar a idéia para ampliar o poder do PMDB."

Ou seja, pensar no povo, realmente é luxo. Eu pensei que a criação da nova estatal era pensando na facilidade de dividir a extração entre duas empresas, sendo que a nova estatal teria capital 100% nacional, o que a Petrobras não tem, pensei que eles recomeçariam e redividiriam o pagamento de royalties, mas não. É tudo um jogo de interesse, pra variar.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Pimenta na economia dos outros é refresco (2)

Dia 17 de julho, este humilde rapaz que vos fala postou o texto que se encontra logo abaixo, sobre globalização e sobre a compra da cervejaria Anheuser-Busch pela belga-brasileira Inbev.

A revista Veja dessa semana, traz na capa exatamente o mesmo tema, a globalização. E, como exemplo do crescimento brasileiro, a compra da Budweiser pelo brasileiro Carlos Brito.
Sem prepotência alguma, sem acusações, só um orgulhozinho e um ego um pouco inflamado por ter mostrado algo tão importante antes da revista mais importante do país.


Acho que estou no caminho certo.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Pimenta na economia dos outros é refresco

Têm coisas que realmente fazem a gente entender melhor a sociedade. Essa semana, além deste que vocês agora lêem, terá outro texto aqui sobre coisas engraçadas da sociedade moderna.
Lembrando que sociedade, de acordo com o dicionário Michaelis significa: Conjunto relativamente complexo de indivíduos de ambos os sexos e de todas as idades, permanentemente associados e equipados de padrões culturais comuns, próprios para garantir a continuidade do todo e a realização de seus ideais.
Realmente complexo? Bota complexo nisso.
Não sei se só eu leio de tudo um pouco e percebo essas coisas no ar, mas ultimamente, além de policiais estarem matando mais inocentes do que bandidos, de um técnico de seleção mais burro que uma porta, de eleições onde rivais se tornam aliados e aliados se tornam rivais, onde sub-celebridades tomam contas de notícias na mídia, onde banqueiros são presos por delegados corajosos e sem rabo preso e soltos por juízes medrosos e com rabo preso, enfim... uma sociedade selvagem, absurda e incoerente.
Por exemplo, já faz algum tempo que só ouvimos falar sobre globalização. Desde que eu entrei na escola, há longos 14 anos atrás, sempre ouvi falar da tal. Claro, só vim a entender perfeitamente o que era a globalização e o que ela trazia pra humanidade, de bom e de ruim depois de uns 10 anos. E aprendi que junto com a tal, vem o capitalismo (olha ele aí de novo) e tudo o que ele implica perante a sociedade.
A globalização não é só tomar Coca-Cola enquanto come acarajé, não é assistir a um jogo de futebol na Europa e ver que as placas de publicidade são de empresas que funcionam também no Brasil. A globalização é algo que estreitou cada vez mais os laços entre as nações, seja na economia, ou em outros aspectos. É ela a responsável por alavancar a nossa economia (de uns 10 anos pra cá) e também a responsável por tantos jogadores brasileiros irem jogar na Europa com menos de 20 anos de idade.
É bem claro que isso começou com os Estados Unidos, que compraram a briga dos países aliados na Segunda Guerra Mundial ao serem bombardeados em Pearl Harbor e entrando já na fase final da guerra, podendo fornecer armas e matéria prima para os países europeus se reconstruirem, e óbvio, deu no que deu. E tudo continuou assim, até que me deparei com essa matéria na capa da revista Exame, se não me engano.
Pensei comigo "caramba, que loucura, um brasileiro, dono da maior cervejaria do mundo!". Achei muito bom, e fui ler sobre, pra saber como Carlos Brito, um carioca de 48 anos, conseguiu essa proeza. Ele é o homem de confiança de um grupo de três investidores que adquiriram em 1989 a quase falida Brahma, compraram e Antarctica em 1999 e criaram a Ambev, até a companhia ser adquirida pela empresa belga Interbrew, dando origem a Inbev. Os três investidores então, concordaram que a participação societária fosse maior parte dos belgas, mas exigiram em troca a direção executiva da empresa, que desde 2007 ficou a cargo do grande Carlos Brito, que me ensinou mais uma coisinha pra minha vida.
Ele aumentou 1,1 bilhão de euros o faturamento, 0,8% o lucro e fez com que as ações da empresa belga-brasileira valorizassem 30,4% no período de sua administração. E, ampliando o reinado da Inbev, o executivo foi atrás da Anheuser-Busch, simplesmente a maior cervejaria dos Estados Unidos da América, com 48% de participação no mercado americano de cervejas, dona da gigante Budweiser.
Os americanos, alegando medo de demissões e perda da imagem interiorana e rude da cervejaria se opuseram ferrenhamente a compra da empresa, mas, o que parece para quem não é daquele cantinho arrogante do globo é que o real medo da empresa é terem que obedecer as ordens de uma empresa de capital estrangeiro, comandada justamente por um brasileiro. Imaginem como seria para eles ter uma empresa estrangeira, chefiada por um latino, comandando uma das companhias mais tradicionais do país? Para se ter uma idéia do estrago, o chefe da Anheuser-Busch chama-se August Busch IV, o que leva a subentender-se que houve um August Busch III, um August Busch II e um August Busch. E até imagino o senhor August Busch, com seu chapéu, seu charuto e suas fazendas no Texas ensinando para o neto como fazer uma companhia crescer e mostrando que é o mais importante "é estar sempre no comando e não deixar ninguém de fora dar palpite na nossa empresa".
Depois de protestos, de luta, de indignação dos moradores de Saint Louis (onde é sediada a cervejaria), contra a venda, a proposta foi aumentada e então aceita. A Inbev adquiriu a Anheuser-Busch por míseros US$ 52.000.000.000,00, isso mesmo, cinquenta e dois bilhões de doláres, quase 80 bilhões de reais.

O que me fez chegar a essa incrível lição. Quando a globalização e o capitalismo consistem em adquirir empresas européias e latinas, quando consistem em endividar países em desenvolvimento, em tirar empregos de pais de familia que lutam por um salário mínimo de, em média US$215,00, quando se apóia em alianças de livre comércio e taxas abusivas de importação, nenhum problema. Mas quando a globalização e o capitalismo (a dupla dinâmica), batem a própria porta de quem os criou, usando e abusando de seus próprios métodos sujos e milionários, aí não pode. Tem que se fazer protesto, tem que honrar o país, tem que negar dinheiro e blá blá blá, ou seja, como diz o dito popular: pimenta na economia dos outros é refresco, isso, pra não dizer as palavras exatas do tal ditado.

terça-feira, 8 de julho de 2008

no espaço

Sabe quando você tem de sumir, de ir pro espaço? Então, esse site descobre quanto tempo você aguentaria no vácuo do espaço.

How long could you survive in the vacuum of space?
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obs: roubei da denise.