No último e primeiro post, eu reclamei da falta de opções na televisão aberta, que por vezes, acontece até na tv por assinatura. Para um desempregado, esse é um puta problema. Hoje, depois de assistir minha novela no Vale a pena ver de novo, estava passando pelos canais e parei no programa da Sônia Abraão, da Rede TV. Lembram-se dela? Aquela que já passou por todos e possíveis casais, sempre com aquele formato de programa suuuper original e criativo. Tá, existem donas de casas que se interessam pelas fofocas do famosos, aquelas babaquices todas de sempre, mas hoje, o sensacionalismo superou. Esse fim de semana,
um garoto de 8 anos caiu em um córrego em São Paulo e todos os programas exploraram essa fato, mostrando as buscas pelo garoto, as entrevistas com os bombeiros responsáveis pelo resgate, o sofrimento dos conhecidos, essas coisas. E a convidada do A casa é sua, programa da Sônia, era a mãe do garoto. Porra, todo mundo sabe que esse povo não tem informação, é gente humilde, que encontra um pedacinho pra morar, que as vezes nem seu é e estão mais expostos do que a maioria da população a riscos como este. O que tem de mais nisso?
Simples, o garoto lá, perdido, provavelmente e infelizmente, já morto e a mãe dele, ao invés de acompanhar as buscas, estava lá, em um programa de televisão, chorando e vendo o reporter fazer as mais imbecis perguntas aos bombeiros no local. A mãe ainda esboçou um protesto pelo fato dos bombeiros não entrarem em uma galeria de esgoto próximo aonde o garoto caiu, mas foi impedida pela Sônia, que preferia chamar a "reportagem", exaustivamente repetida. O bombeiro explicava que a entrada na galeria era díficil, pois não existiam dutos de visita (aqueles canos que dão na rua, tipo umas bocas-de-lobo), e que o garoto dificilmente estaria preso em um lugar daquele e etc. E nisso ficou, por uns 40 minutos. A Sônia criticando o governo, falando com aquela voz de dó de quem quer dizer o que a mãe do garoto não quer ouvir e a pobre coitada lá, toda maquiada (mal maquiada, diga-se), chorando, sofrendo, ao vivo, para todo o Brasil, por alguns 500 reais provavelmente. Totalmente desnecessário. Agora, eu prefiro a Cátia Fonseca e a Mamma Bruschetta da TV Gazeta.
2 comentários:
Caso parecido de sensacionalismo, foi uma entrevista com os pais do Leandro (o pobre menino rico que se drogou numa Rave e morre de over), na Record news. As perguntas cretinas e as respostas absurdas. Das perguntas, "o que vocês poderiam falar para os pais que estão nos ouvindo, como forma de livrarem seus filhos dessas catástrofes?". Os pais do garoto morto, falavam que ele era esclarecido perante as drogas e nunca, em hipótese alguma, o filho deles, sequer, tinha envolvimento com bebidas, cigarro e drogas.
E eu sou o sóbrio!
Viva a exploração dos sentimentos e das desgraças alheias em prol de audiência...Viva!
tinha um cara lá na produtora que eu trampava que amava sonia abrão, mesmo.
ele defendia ela quando a gente falava alguma coisa.
me fala se pode uma coisa dessas?
não né?
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